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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Pra lá de Torta – o dia que a ECO acabou com uma das principais atrações do Guapo Loco – Parte 2

Continuando...

Vendo o estado daquelas duas subindo cambaleantes as escadas que davam acesso aos banheiros do Guapo, uma delas com o cabelo vomitado e a outra a ajudando a subir com a mão justamente em cima da porqueira, eu ri. Meu Deus... até que profundidade um ser humano pode chafurdar na lama? Hehehehe

A resposta quem me deu foi Débora, amiga das duas, que conseguiu ir além na porquice. Não, ela não estava vomitando (ainda), mas na primeira vez que a avisto no Guapo, ela já estava agarrada com o Bruno, um Zé Mane que escrevia no Timelei. Poucas coisas nessa vida podem ser mais lamentáveis e pender tanto contra a reputação de uma mulher quanto essa. Pergunta se ela vomitou no final da festa.

Então recapitulando: Vivi sóbria, Larriza doidona, Marcela e Letícia mostrando que vômito é mais eficiente do que argamassa para sedimentar uma relação de amizade e Debrinha pegando uma virose, por assim dizer. É informação demais para uma cabeça só. Sem ter colocado uma gota de álcool sequer na boca, EU já estava meio torto.

A bela das costelas

Bom... dança pra lá, papeia pra cá, até que já era pra lá das 3 da matina, estamos eu e Christiano – que a essa altura já não estava mais pegando a “caloura Silvia” – conversando na “esquina” do Guapo. Pra quem não conhece, o Guapo Loco é uma casa de esquina e lá dentro ela se reproduz, formando uma quina no espaço reservado para mesas, enquanto a pista é um quadrado de canto.

Lá estávamos eu e Christiano de papo, quando uma dúvida surge. Já havia algum (bom) tempo que chamava a minha atenção uma menina que já não estava sentada à mesa, mas debruçada sobre ela. Lembra da época de criança, quando a tia dizia “Todos de cabeça baixa!” e geral obedecia com medo? Era algo mais ou menos assim que estava acontecendo ali, mas quem mandava a menina abaixar a cabeça era o Tio Fígado.

- Christiano, quem é essa pobre coitada? A mulher ta deitada aí quase a noite toda!

- Cara, acho que é a “Caloura Irene”.
- Quem?!
- A Caloura Irene.
- Sei quem é não.

- Ih... ta de bobeira, Leo. Irene é sensacional.
- Cara, daqui e da forma como ela se encontra, o que posso dizer é que ela tem uma coluna maneira e um cabelo bem tratado.

O efeito dominó

Nesse momento, a pretensa Irene, pobre menina, começa a mexer seu corpo, com se chamasse ele, Raul. Mas antes disso, é preciso que você entenda o cenário. Irene estava numa mesa bem na quina e tinha a gente em pé ao seu lado. Do outro lado, na nossa direita, numa mesa estavam dois casais acabados, um deles era Debrinha e sua Vergonha. Na mesa mais adiante, estavam mais 3 calouras, também esperando o juiz abrir contagem.

Irene não resistiu, mas pelo menos teve a dignidade de virar para o lado e vomitar no chão, provocando um “Ô caralho!!!” do Christiano, que se encontrava ao lado dela e precisou dar um pulinho pra não ser atingido. O que era pra ser um show solo tornou-se um encontro de tenores.

Débora estava de frente pra Irene, não resistiu à cena e foi à lona em cima da própria mesa – até hoje não se sabe se a causa vomitus da Débora foi a Irene ou um segundo de sobriedade que fez com que ela visse quem estava pegando. Bruno, seu peguete, viu aquela cena e também perdeu, também em cima da mesa. A mesma reação acometeu o casal que com eles dividia a mesa, ou seja, só essa mesa já reunia quatro panquecas ao maior estilo Jackass, servidas sequencialmente, como em todo bom rodízio dessas porcarias que se come por aí. A mesa ao lado não resistiu e replicou a cena mais 3 vezes. Voilá! Agora pode mandar o Johnny Rotten entrar!

Daí pra frente, o que se viu foi a intensa remoção dos corpos para o Miguel Couto, amigos solidários, veteranos interessados e tudo mais.

No final das contas, o raio do caixa ainda me vem cobrar 10%. Tenha santa paciência.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Pra lá de Torta – O dia que a ECO acabou com uma das principais atrações do Guapo Loco – Parte 1

Leandro Godinho... se eu pudesse definir o cara em uma frase, diria: um sujeito de inclinado a uma vida de excessos. Rapaz de uma eloqüência ímpar, bebedor inveterado e sempre cercado dos piores tipos à sua volta. O que esperar do aniversário do Godinho em uma festa chamada Terça Torta que acontecia no Guapo Loco?

O esquema era o seguinte: o sujeito pagava uma bagatela humilde e rolava de tudo liberado até a meia noite. Já imaginou? Eu não bebo, mas era festa, era aniversário do Godinho, meu camarada, o local estaria recheado de calouras e não calouras, fora o fato de que bêbados me divertem.

Cheguei na parada já era pouco mais de 23h30 e já estava bem cheio – o que não é difícil, aliás. Cumprimentei geral, mas senti falta do aniversariante.

O cara nem estava escondido, estava num lugar bem evidente, até. Godinho se encontrava sentado, com o cotovelo encostado na mesa, cabeça arriada e transpirando como um porco, com um copo semi-cheio ao seu lado. “Mas já?!?!?! Porra, Godinho!!” foi o que eu disse, mas seu estado só permitiu que levantasse seus dois dedos em sinal de V, como lhe é característico. Nem a cabeça levantou.

De pé ao seu lado estava Vivi (pasmem), surpreendentemente sóbria. Sério, tão sóbria quanto eu.

Um pouco mais sobre Vivi
Vivi tinha tudo pra ter sido nossa caloura, mas preferiu estudar no Brizolão. Ta... ok, não posso enfiar as coisas boas da vida pela goela abaixo de quem não quer.

Vivi entraria na ECO no semestre de 99/2. Com ela, trouxe Karem (figuraaaaaaaaça) e Larriza (Ah... Larriza...) e com ela levou Karem e Larriza para o Brizolão. Mas o fato é que, afora as poucas vezes que nos vimos pelos corredores da ECO, sempre na companhia das amigas, Vivi era articulada, porém discreta.

Sua verdadeira face se mostrou numa ocasião em que saiu com Dudu, Alonso e Christiano. Como eu não estava presente, vou deixar essa história para quem quiser contar, mas o fato é que, a partir de então, não consigo me referir à Vivi sem que a seguir venha o epíteto “Cachaça”. E não só isso. Desde então, todas as Vivis que eu conheci ganharam esse epíteto, graças a ela. Com uma, inclusive, tive uma certa indisposição porque não sabia que o pai da mulher era alcoólatra. Foi uma merda.

Mucho Locos
Do cumprimento ao aniversariante em diante uma série de acontecimentos bizarros se sucederam.

Vou para a pista e recebo um abraço caloroso de Larriza, com a exclamação “Leeeeeeeeeo!!”. Larriza estava pra lá de Bagdad: olhinhos baixos, sorriso fácil e molenga, e procurava se livrar de um mala que estava atrás dela – doidona, mas dona de suas vontades, acima de tudo. Abraço dado, a beldade volta para seus amigos do Brizolão.

Christiano me aborda:
- Cara! Vai pegar a Larriza?!
- Cara, pelo amor de Deus, a mulher ta doidona! Chegar assim é até covardia.
- Que isso, Leo?! O guerreiro não perdoa, tu sabe disso.
- Pó, Chris... sei lá, cara. Não acho legal. Ela é foda, mas assim não é legal com ela.
- Mas é legal contigo, porra!!! Pega, rapá!

Saí dali meio com meus princípios e hormônios em crise de relacionamento. Fui dar uma volta e dar uma chance pros meus hormônios e nessas encontro Vivi.

- Vivi, cadê Larriza?! Esse lugar é um ovo e não a encontro.
- Ih, rapaz. Larriza passou mal e já levaram ela embora, tadinha.
- Puta que pariu...

Já que estava perto do abarrotado bar, fui (tentar) pegar uma Coca-Cola. Na minha frente, uma porraaaaaaaaada de gente, mas duas meninas me chamaram atenção. A julgar pela inexperiência, eram calouras, pelos atos, estavam cheias de cana. Uma delas, esticava o braço e dizia com voz vacilante e semi-dormente: “Eu quero uma frozen! Uma frozen, porra!”, mas ninguém ouviria aquilo. Então, pedi uma frozen, entreguei em sua mão (ela nem agradeceu) e voltei a tentar meu refrigerante.

Peguei o lance e saí, mas elas ainda estavam ali. Parecia que tinham andado menos a distância de uma régua de 30 cm em relação ao lugar onde estavam quando lhes entreguei a merda da frozen. Estavam tentando subir as escadas rumo ao banheiro – que, de fato, estava tumultuada, mas o real motivo daquela demora toda estava a uma olhada mais atenta de distância: a caloura da frozen tinha vomitado no cabelo da amiga, que, doidona, nem percebeu.

A caloura: Marcela
A amiga: Letícia

Continua...